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29 novembro, 2009

UIPHU no VI Congresso Brasileiro de Nutrição Clínica

Nos últimos meses os pacientes da UIPHU têm recebido assistência nutricional específica, caso a caso, graças ao trabalho diferenciado desenvolvido pela Nutricionista do HU e preceptora dos alunos do Curso de Nutrição da UFS Márcia Cândido.

E eis que os primeiros frutos deste trabalho com os alunos da graduação de Nutrição também já aparecem em forma de publicação no VI Congresso Brasileiro de Nutrição Clínica, que está ocorrendo de hoje (29) até o dia 02 de dezembro em Natal - RN.

Lá serão apresentados trabalhos de pesquisa com dados resgatados a partir do trabalho realizado na UIPHU.

Devemos parabenizar a Nutricionista Márcia Cândido por ter abraçado o trabalho na UIPHU e estar desenvolvendo em seus alunos a preocupação com o bem-estar e as peculiaridades da saúde dos portadores de transtornos mentais. De parabéns também o Curso de Graduação de Nutrição da UFS e seus alunos que demontram interesse pelo aprendizado e por todos os campos de atuação de sua profissão.


Seguem abaixo os resumos dos trabalhos:


SÍNDROME METABÓLICA EM PACIENTES COM TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS: A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO E INTERVENÇÃO NUTRICIONAL NA PREVENÇÃO E TRATAMENTO

Cândido, M.F.; Carvalho, V.C.B.; Macedo, M.S.; Santos, L.M.; Silva, F.P.B.; Souza, R.S.

Introdução: Estudos têm apontado para uma alta prevalência de síndrome metabólica (SM) em pacientes com transtornos psiquiátricos. O relatório da Conferência de Consenso sobre Drogas Antipsicóticas, Obesidade e Diabetes traz recomendações para o monitoramento de pacientes em tratamento psiquiátrico, incluindo, o consumo alimentar dos mesmos. Objetivos: Avaliar a presença de fatores de risco para SM e o perfil nutricional de pacientes em tratamento psiquiátrico. Método: Estudo transversal com uma amostra de 20 pacientes internos na Unidade Psiquiátrica do Hospital Universitário de Sergipe. Os dados foram coletados dos prontuários dos pacientes e foram aferidas medidas antropométricas dos mesmos. Foi utilizado o método de pesagem dos alimentos para coleta dos dados de consumo alimentar. As medidas do consumo de macronutrientes foram ajustadas pelo valor energético. Resultados: A amostra foi composta de 14 pacientes do sexo feminino (70%) e 6 do sexo masculino (30%). A média de idade foi de 34,63 anos. O IMC médio foi 23,07 kg/m² (±6,10), sendo de 21,34 kg/m² (±4,17) para o sexo masculino e 23,81 kg/m² (±6,76) para o sexo feminino. 60% dos pacientes apresentaram eutrofia, 10% baixo peso, 20% sobrepeso e 10% obesidade, sendo todos obesos do sexo feminino. A média de circunferência abdominal para mulheres foi de 87,48 cm (±12,27) e para homens foi de 82,25 cm (±6,59). Os fármacos mais usados por esses pacientes, cujos efeitos adversos (alterações de peso, glicemia e perfil lipídico) estão relacionados à predisposição ao desenvolvimento de SM, foram: os antipsicóticos (80%), anticonvulsivantes (75%) e antidepressivos (30%). Com relação ao consumo, a média de adequação de energia foi 154,63% (±34,63), carboidratos 144,91% (±24,24) e lipídios 105% (±21,45). O consumo protéico apresentou-se adequado para todos os pacientes. Com relação às alterações bioquímicas, 45% dos pacientes apresentaram níveis séricos elevados de colesterol LDL. O risco de desenvolvimento de SM representado por HDL <35>150 mg/dl esteve presente em 25% dos pacientes avaliados e 15% dos pacientes apresentaram glicemia de jejum acima de 99 mg/dl, sendo todos do sexo feminino. Foi encontrado o diagnóstico de hipertensão em 10% dos pacientes. Conclusão: Os pacientes da amostra apresentaram alterações no perfil nutricional e fatores de risco compatíveis com o diagnóstico de SM. A avaliação e intervenção nutricional devem ser prioritárias nesses pacientes.


EFEITOS ADVERSOS DO USO DE FÁRMACOS NO ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES EM TRATAMENTO DE TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS

Cândido, M.F.; Fonseca, A.C.S.; Macedo, M.S.; Santos, L.M.; Silva, F.P.B.; Souza, R.S.

Introdução: Estima-se que a prevalência de obesidade e alterações nutricionais em pacientes psiquiátricos tratados farmacologicamente é 2 a 5 vezes maior do que na população em geral. Portanto, torna-se importante a avaliação nutricional de pacientes com esses transtornos no Brasil, onde são escassos estudos sobre o tema. Objetivos: Avaliar o perfil nutricional de pacientes em tratamento farmacológico de transtornos psiquiátricos. Método: Estudo transversal com uma amostra de 20 pacientes internos na Unidade Psiquiátrica do Hospital Universitário de Sergipe. Foram coletados os dados clínicos, bioquímicos e prescrição medicamentosa dos prontuários dos pacientes e aferidas as medidas antropométricas dos mesmos. Os dados de consumo alimentar foram coletados através do método de pesagem direta de alimentos. As medidas do consumo de macronutrientes foram ajustadas pela ingestäo energética utilizando-se análise de regressäo linear. Resultados: Dos 20 pacientes da amostra, 14 eram do sexo feminino (70%) e 6 do sexo masculino (30%). A média de idade foi de 34,63 anos. O IMC médio foi 23,07 kg/m² (± 6,10), sendo de 21,34 kg/m² (± 4,17) para o sexo masculino e 23,81 kg/m² (± 6,76) para o sexo feminino. A maioria dos pacientes (60%) apresentou eutrofia, 10% baixo peso, 20% sobrepeso e 10% obesidade, sendo todos obesos do sexo feminino. A média de adequação de energia foi 154,63% (±34,63%), carboidratos 144,91% (±24,24%) e lipídios 105% (±21,45%). O consumo protéico apresentou-se adequado para todos os pacientes. A média de consumo individual de medicamentos foi de 7 tipos por dia. Os fármacos mais consumidos foram os antipsicóticos (80%), anticonvulsivantes (75%), antihistamínicos (45%), antimaníacos (35%), antidepressivos (30%) cujos efeitos adversos são anorexia, alterações de peso, apetite, glicemia e perfil lipídico. Com relação às alterações bioquímicas, 45% dos pacientes apresentaram níveis séricos elevados de colesterol LDL. O risco representado por HDL <35>150 mg/dl foi demonstrado em 25% dos pacientes avaliados e 15% dos pacientes apresentaram glicemia de jejum acima de 99 mg/dl, sendo todos do sexo feminino. Conclusão: Os pacientes da amostra apresentaram alterações no consumo alimentar e perfil nutricional que podem estar relacionados aos efeitos adversos do consumo de fármacos no tratamento dos mesmos.


21 novembro, 2009

Parlamentares que apoiaram a "luta antimanicomial" afirmam: "Nós exageramos"

Presidente da ABP reafirma “Diretrizes” no Congresso Nacional

Em evento na Câmara dos Deputados, João Alberto Carvalho apresentou a deputados e especialistas o formato de rede integrada e hierarquizada defendida pela ABP

A Associação Brasileira de Psiquiatria, representada pelo seu presidente, João Alberto Carvalho, e pelo secretário do Departamento de Dependência Química, Marco Bessa, participou no último dia 17 de novembro do seminário convocado para “Debater os Efeitos Sociais do Consumo do Álcool e a Dependência Química na Adolescência e as Políticas Públicas Implementadas”, promovido pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados.

Claramente estimulado por recentes episódios trágicos envolvendo jovens dependentes químicos e com o propósito de discutir exclusivamente os efeitos causados pelas drogas nessa parcela da população, o evento acabou avançando para uma discussão mais ampla sobre as políticas públicas de atendimento em saúde mental.

Essa mudança de foco foi provocada pela apresentação do presidente da ABP, que contextualizou a dificuldade da rede pública em tratar dependentes químicos dentro de um quadro generalizado de desassistência provocado pela atual política da Coordenação de Saúde Mental do Ministério da Saúde. “Não vamos resolver o problema da falta de assistência aos dependentes sem discutir toda a estrutura de atendimento em saúde mental”, afirmou.

João Alberto mostrou um infográfico explicativo sobre a rede preconizada pelas “Diretrizes para um modelo de assistência integral em saúde mental no Brasil” e convenceu os presentes de que, além de investimentos, falta também planejamento técnico para as ações em saúde mental. “Fiquei impressionado”, declarou o deputado e ex-ministro da Saúde Alceni Guerra.

A deputada Rita Camata, que admitiu ter apoiado e votado a favor das proposições da chamada “luta antimanicomial”, se mostrou “preocupada” com os resultados dessa orientação e elogiou a abordagem de rede proposta pela Associação Brasileira de Psiquiatria.

O presidente da ABP ressaltou que a proposta está baseada em evidências científicas e que seu funcionamento depende fundamentalmente da atuação do médico. Lembrou também que os demais profissionais de saúde são importantes para a construção do sistema multidisciplinar preconizado pela associação.

Surpresos com o conteúdo do documento, que foi distribuído em sua versão técnica, os parlamentares perguntaram se a proposta já havia sido apresentada à área de saúde do Governo. “Já entregamos a quatro ministros da saúde”, respondeu João Alberto. “Então vamos cobrar”, garantiu a deputada Elcione Barbalho, presidente da Comissão de Seguridade Social e Família.

“Considero que aproveitamos a oportunidade para expor nossas políticas e angariar apoios”, avaliou João Alberto Carvalho, lembrando que essas ocasiões são raras devido à resistência da Coordenadoria de Saúde Mental em relação às proposições da ABP e sua postura de relativização da medicina. “Apenas o fato de termos participado desse tipo de evento, onde normalmente não temos assento, já demonstrou um avanço em nossa articulação política”, finalizou o presidente da ABP.

“Nós exageramos”

Em audiência na Câmara dos Deputados, parlamentares que apoiaram “luta antimanicomial” fazem mea culpa

“Eu apoiei esse movimento e votei de acordo com suas orientações. Hoje, vendo a situação, estou preocupada”. A frase é da deputada Rita Camata e refere-se à chamada “luta antimanicomial”, que, com slogans palatáveis e exploração ideológica angariou simpatizantes em Brasília e conseguiu durante anos impor sua filosofia nas políticas públicas de assistência em saúde mental.

A deputada considera a atuação do Governo em relação às drogas “uma verdadeira demonstração de incompetência” que, segundo ela, está focada apenas na “repressão”. Camata admitiu que as políticas de saúde não estão sendo capazes de resolver o problema e que as famílias “não têm a quem recorrer”.

Outro parlamentar presente ao evento, apoiador de primeira hora da “luta antimanicomial” e incentivador da implantação de ações sugeridas pelo movimento, o deputado e ex-ministro da saúde, Alceni Guerra, também manifestou sua decepção com os resultados apresentados. “Nós exageramos”, disse ao se referir ao privilégio aos CAPs em detrimento de outras alternativas de tratamento.

“Ao ver essa rede sugerida pela ABP, estruturada e bem apresentada, acredito que temos alternativa e precisamos discutir mais o assunto”, finalizou o ex-ministro da saúde.

Fonte: ABP. 19/11/2009.

18 novembro, 2009

Adriano relembra drama da depressão

Tragédia com o goleiro da seleção alemã e do Hannover trouxe um momento de reflexão a Adriano



A tragédia com o goleiro da seleção alemã e do Hannover (Robert Enke) trouxe um momento de reflexão a Adriano. O atacante do Flamengo não esconde de ninguém que sofreu com a doença após a morte do pai, em 2004. O subterfúgio dele foi o álcool. Após anos convivendo com o problema, procurou tratamento quando retornou ao Brasil para jogar no São Paulo, no início de 2008. De volta à Itália, teve recaídas e resolveu resgatar a felicidade dele: depois de rescindir contrato com o Inter e anunciar uma aposentadoria momentânea, encontrou no Rubro-Negro o porto seguro. - (A depressão) existe no esporte. Já passei por isso e tive problema com o álcool. Comecei a fazer isso como refúgio porque não conseguia dormir. Esquecia da responsabilidade que eu tinha – relembrou o Imperador. A tristeza deu lugar ao sorriso. Mas ele alerta que o caso de Enke não é isolado. E dá conselhos. - Tem que tomar cuidado, tratar bem o problema porque senão acontece esse tipo de coisa (suicídio) – afirmou.

Veículo: Globo Esporte
Seção: Brasileirão
Data: 13/11/2009
Estado: RJ

16 novembro, 2009

Ômega 3 e Epilepsia

Proteção neurológica

Agência FAPESP – Estudos têm apontado efeitos benéficos do ômega 3 na prevenção de doenças como Alzheimer e depressão. Agora, uma pesquisa feita por cientistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e de outras instituições indica que o ômega 3 também pode ser um forte aliado no combate à epilepsia.
Com testes experimentais feitos em ratos, os pesquisadores verificaram que esse tipo de ácido graxo é capaz de minimizar a morte de neurônios durante crises epilépticas, além de ajudar na regeneração do tecido cerebral.
O estudo, publicado na revista Epilepsy & Behavior, demonstrou que o ômega 3 aumenta a produção de proteínas que “capturam” a entrada do cálcio no neurônio e, por conta disso, ajuda a diminuir a morte das células cerebrais.
Na pesquisa, um grupo de dez ratos recebeu 85 miligramas de ômega 3 por quilo de peso durante 60 dias, enquanto foi administrada uma substância inócua a um número igual de animais, que serviu de grupo controle.
Os pesquisadores verificaram que os ratos que receberam ômega 3 apresentaram significativa preservação do tecido cerebral após a simulação de crises epilépticas, em relação aos demais.
Também foi observado que o ômega 3 desempenhou importante papel antiiflamatório, uma vez que o tecido cerebral dos animais com epilepsia apresentava anteriormente um processo inflamatório crônico.
“Temos resultados que mostram que o ômega 3 é neuroprotetor e desempenha atividade ‘antiepilética’”, disse o coordenador da pesquisa, Fulvio Alexandre Scorza, professor adjunto do Departamento de Neurologia/Neurocirurgia da Unifesp e chefe da disciplina de Neurologia Experimental, à Agência FAPESP.
Scorza coordenou o projeto “O papel do ômega 3 no modelo de epilepsia induzido pela pilocarpina”, conduzido com apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular e concluído em agosto.
“Essa pesquisa foi muito importante por ter sido a primeira a mostrar uma ação cerebral do ômega 3 relacionada à epilepsia”, disse. Os outros autores do artigo são Roberta Cysneiros (Universidade Presbiteriana Mackenzie), Vera Terra e Hélio Machado (Universidade de São Paulo, USP), Ricardo Arida, Marly de Albuquerque, Carla Scorza e Esper Cavalheiro (Unifesp).
Scorza conta que, apesar de haver apenas outros seis grupos no mundo que estudam a morte súbita nas epilepsias, esse não é um evento raro. “As chances de os pacientes com muitas crises morrerem subitamente é de três a quatro vezes maior do que em indivíduos que não têm epilepsia”, disse.
Os principais fatores de risco nesse caso são crises contínuas, início precoce da epilepsia, pacientes que estão tomando muitos medicamentos para controle das crises e idade (de 27 a 39 anos).
“Como o principal tratamento é o medicamento, nossa proposta é o uso de ômega 3 por meio da alimentação”, afirmou. O pesquisador da Unifesp adverte, no entanto, que as pessoas com epilepsia não podem abdicar de seus remédios. “O ômega 3 é só mais uma forma de minimizar as crises da doença”, salientou.
A epilepsia é um distúrbio neurológico crônico que atinge cerca de 1% da população em geral. Causas comuns são traumas durante o parto e tumores no sistema nervoso central.
No Brasil, a principal causa é o parasitismo, principalmente a neurocisticercose provocada pela ingestão de água e alimentos contaminados. “Tem-se a ideia errônea de que esse parasita vem da carne de porco. É fato que se o animal estiver contaminado pode passar para as pessoas. No entanto, o principal foco de contaminação da larva (Cysticercus cellulosae) está na verdura e na água contaminada”, explicou Scorza.
O cientista ressalta que a epilepsia é uma doença neurológica, e não psiquiátrica. “Essa observação é importante porque elimina o preconceito em torno daqueles que têm o problema. A saliva não transmite doença e não é infecciosa. Outro mito é que não precisa puxar língua. Sempre ensinamos isso para a população”, disse.
O estudo atualmente prossegue em uma abordagem clínica com humanos, em parceria com pesquisadores da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, em que estão sendo analisadas crianças com epilepsias refratárias.
Outro projeto de pesquisa, segundo ele, pretende avaliar a convulsão febril cerebral durante a infância para avaliar se o ômega 3 pode reverter o quadro. “Em geral, algumas crianças que têm crises convulsivas na infância quando chegam à adolescência desenvolvem as primeiras manifestações epilépticas”, disse. Peixes na dieta Os ácidos graxos ômega 3 são gorduras essenciais para o funcionamento do organismo e podem ser encontrados em alimentos, principalmente peixes e na linhaça. “O ômega 3 não tem efeito colateral, mas, como suas cápsulas são caras, a recomendação é a ingestão semanal de peixe”, disse Scorza.
Segundo ele, três porções de peixe por semana é o recomendado. Salmão, atum, anchova e sardinha são as espécies mais indicadas. Mas, segundo o pesquisador, é preciso ter algumas precauções, uma vez que alguns peixes são ricos em ômega 3, mas também possuem quantidades consideráveis de mercúrio.
“Isso é ruim principalmente para crianças e mulheres gestantes, porque o mercúrio é neurotóxico. Apesar de ter muito ômega 3, o atum é rico em mercúrio. Para a população em geral, o mais viável economicamente, e mais indicado, é a sardinha”, disse.
Caso o peixe seja predador de espécies menores, poderá ter mais mercúrio. Outro aspecto é que existem espécies que têm pouco ômega 3, mas muito ômega 6, como a tilápia. “É claro que precisamos de ambos, mas, enquanto o ômega 3 é antiinflamatório, o ômega 6 é pró-inflamatório, ou seja, facilita o processo inflamatório. O ideal é um balanço”, explicou.
Para ler o artigo Epilepsia e morte súbita? Coma mais peixe! A hipótese de um grupo, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP).

07 novembro, 2009

UIPHU recebe incentivo de Psiquiatras em Mesa Redonda do XXVII Congresso Brasileiro de Psiquiatria

Hoje, 07/11/2009, a Coordenadora da UIPHU, Dra. Glaise Franco, participou do XXVII Congresso Brasileiro de Psiquiatria (São Paulo - SP), da Mesa Redonda Políticas de Saúde: construindo uma rede hierarquizada de atenção, apresentando o subtema Enfermaria Psiquiátrica em Hospital Geral: Desafios.

Na ocasião a Dra. Glaise apresentou dados sobre a fundação e gestão da UIPHU, bem como, discutiu com colegas os desafios que a Unidade Psiquiátrica de Hospital Geral têm enfrentado.

O colega da mesa Dr. Mário Matheus (SP) ao discorrer sobre seu subtema
Avaliação da Política de Saúde Mental Brasileira, mencionou as diversas dificuldades, incluindo as diferenças regionais e suas similaridades: notadamente a exiguidade de leitos em hospital geral por todo país.

A Dra. Maria Lucia Baltazar (SP) e seu subtema
Políticas de saúde mental: necessitamos hoje um novo Pinel? Nem hospitalocêntrico nem capscêntrico. E se o centro for o doente mental? através de sua experiência de 40 anos trabalhando em unidade psiquiátrica de hospital geral e de um rico levantamento histórico foi capaz de demonstrar que muitas idéias da Reforma da Assistência em Saúde Mental não são inovações. E mencionou como algumas dificuldades foram dribladas em seu serviço ao longo dos anos. Na oportunidade a Dra Lúcia ainda elogiou, no início da sua apresentação, o trabalho na UIPHU mencionando inclusive que no início da sua apresentação que "o nordestino é antes de tudo um forte".

O
coordenador da mesa Dr. Fernando Lejderman (RS) atual presidente da Associação Psiquiátrica do Rio Grande do Sul, pontuou após cada apesentação o quão tem sido difícil a prestação da assistência à saúde mental no país, independentemente da região. Mencionou que, a propósito do exemplo dado pela UIPHU, a palavra-chave era QUALIDADE, através da qualidade estávamos obtendo êxito no trabalho empreendido.

Outros colegas da platéia, na abertura para o debate também manifestaram apreço à UIPHU e elucidaram algumas dúvidas e ao final houve a oportunidade da Dra. Glaise trocar e-mails com psiquiatras de outras instiruições: hospitais gerais e CAPS, de várias partes do país, o que certamente contribuirá para o aprimoramento da UIPHU.