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16 setembro, 2009

Relato de um dependente químico: sobre o quê é preciso refletir?


Após 10 meses afastado, para tratar-se de dependência química o ator Fábio Assunção volta a gravar para TV.


Em uma atitude corajosa de quem demonstra que realmente esteve em tratamento para dependência química e como tal já se reconhece doente, o ator fez afirmativas e negativas que bem ilustram esta doença tão comum: a dependência.

Entretanto, é inevitável ao tempo em que ouvimos o relato do Fábio pensarmos nos inúmeros brasileiros, e outros cidadãos de países em desenvolvimento, que não têm a oportunidade de obter tratamento psiquiátrico adequado para a dependência química, sendo privados do direito de optarem de fato por ficarem ou não internados em ambientes fechados seguidos da internação em regime semi-aberto.

O SUS em suas políticas, redundantemente cheias de políticas, não contempla estas opções, aliás, mal contempla o tratamento ambulatorial para os dependentes, e abordagens simples como a suspensão programada da substância psicoativa seguida da prevenção de abstinência são uma raridade em nosso meio.

Na verdade, a rotina tem sido assistirmos inertes o infame trocadilho da "adição de crianças" ao grupo de dependentes, as mesmas crianças que ainda não tratamos sequer para TDAH, nem ainda protegemos do abuso infantil, mas que já estão adoecendo de transtornos mentais anteriormente aceitáveis comente entre adolescentes de risco.





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