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10 junho, 2009

FALTAM HOSPITAIS PARA TRATAR PESSOAS COM DISTÚRBIO MENTAL

01/06/2009.

Os hospitais responsáveis pelo internamento de pessoas com transtornos mentais ou pelo uso de drogas, não estão atendendo a demanda existente. O Hospital Universitário (HU), os três centros de atenção psicossocial (Caps) de Aracaju, o Hospital São José, bem como as clínicas São Marcelo e Santa Maria não estão suprindo o número de pacientes que necessitam do serviço. Na manhã da última quinta-feira, representantes das redes municipal e estadual de Saúde estiveram reunidos, no Ministério Público Estadual, para discutir o problema. No próximo dia 8, uma nova audiência será realizada para que sejam apresentadas propostas concretas acerca do atendimento desses pacientes.


A diretora do Hospital Universitário, Ângela Maria da Silva, informou que a unidade necessita de ampliação em áreas diversas, que também apresentam urgência de atendimento, tornando-se, assim, difícil a disponibilização de recursos financeiros e humanos para a ampliação dos leitos psiquiátricos.

Aracaju

Os representantes da Secretaria de Saúde da capital reconheceram que há deficiência para atendimento em leitos psiquiátricos, notadamente quanto aos pacientes usuários de drogas, uma vez que, para casos psiquiátricos, o município dispõe de três centros. Informaram que se encontra em negociação, junto ao Hospital São José, a implantação de 13 leitos, ressaltando que estes serão direcionados para casos de álcool e outras drogas.

As clínicas disponibilizam 120 leitos para internamento para pacientes com transtorno mental. Em relação aos usuários de drogas, na Casa de Saúde Santa Maria, existem 30 leitos, dos quais 16 são para álcool e outras drogas e 14 para usuários de crack. Na Clínica São Marcelo são 14 para álcool e outras drogas, tendo atualmente dificuldade em encaminhar pacientes usuários de crack.

Sergipe

Os representantes da Secretaria de Estado da Saúde ressaltaram que o Estado não dispõe de unidade para atender esta demanda reprimida, tornando-se necessário o estabelecimento de acordos com outros serviços. Eles informaram que estão sendo discutidos meios para criação de um CAPS no interior do Estado. Além disso, estão ocorrendo negociações com os centros de atenção do interior, com a finalidade de que os pacientes em surto sejam atendidos em hospitais locais.

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