Hospital Universitário. 1º Andar. Rua Cláudio Batista s/n. Bairro Santo Antônio. Aracaju - SE. CEP 49060-100. Tel 79-2105-1761.

10 junho, 2009

FALTAM HOSPITAIS PARA TRATAR PESSOAS COM DISTÚRBIO MENTAL

01/06/2009.

Os hospitais responsáveis pelo internamento de pessoas com transtornos mentais ou pelo uso de drogas, não estão atendendo a demanda existente. O Hospital Universitário (HU), os três centros de atenção psicossocial (Caps) de Aracaju, o Hospital São José, bem como as clínicas São Marcelo e Santa Maria não estão suprindo o número de pacientes que necessitam do serviço. Na manhã da última quinta-feira, representantes das redes municipal e estadual de Saúde estiveram reunidos, no Ministério Público Estadual, para discutir o problema. No próximo dia 8, uma nova audiência será realizada para que sejam apresentadas propostas concretas acerca do atendimento desses pacientes.


A diretora do Hospital Universitário, Ângela Maria da Silva, informou que a unidade necessita de ampliação em áreas diversas, que também apresentam urgência de atendimento, tornando-se, assim, difícil a disponibilização de recursos financeiros e humanos para a ampliação dos leitos psiquiátricos.

Aracaju

Os representantes da Secretaria de Saúde da capital reconheceram que há deficiência para atendimento em leitos psiquiátricos, notadamente quanto aos pacientes usuários de drogas, uma vez que, para casos psiquiátricos, o município dispõe de três centros. Informaram que se encontra em negociação, junto ao Hospital São José, a implantação de 13 leitos, ressaltando que estes serão direcionados para casos de álcool e outras drogas.

As clínicas disponibilizam 120 leitos para internamento para pacientes com transtorno mental. Em relação aos usuários de drogas, na Casa de Saúde Santa Maria, existem 30 leitos, dos quais 16 são para álcool e outras drogas e 14 para usuários de crack. Na Clínica São Marcelo são 14 para álcool e outras drogas, tendo atualmente dificuldade em encaminhar pacientes usuários de crack.

Sergipe

Os representantes da Secretaria de Estado da Saúde ressaltaram que o Estado não dispõe de unidade para atender esta demanda reprimida, tornando-se necessário o estabelecimento de acordos com outros serviços. Eles informaram que estão sendo discutidos meios para criação de um CAPS no interior do Estado. Além disso, estão ocorrendo negociações com os centros de atenção do interior, com a finalidade de que os pacientes em surto sejam atendidos em hospitais locais.

09 junho, 2009

SP terá de ampliar rede para saúde mental

Folha De São Paulo. 06 de junho de 2009.

Justiça Federal manda prefeitura implantar mais 57 ambulatórios psiquiátricos e 37 serviços residenciais terapêuticos. 

Prazo para instituição dos primeiros 12 centros é de três meses; Secretaria de Negócios Jurídicos diz que vai esperar notificação

VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO
DA REPORTAGEM LOCAL


A Justiça Federal determinou à Prefeitura de São Paulo que amplie o atendimento psiquiátrico com a implantação de mais 57 ambulatórios de saúde mental e outros 37 serviços residenciais terapêuticos -locais de readaptação à sociedade para pacientes do sistema público de saúde. 

Com a decisão, a gestão Gilberto Kassab (DEM) tem agora o prazo de três meses para instituir os primeiros 12 centros, sendo que um terá que funcionar durante as 24 horas do dia. 

Oito anos após a lei da reforma psiquiátrica no país, que determinou que as internações hospitalares se dariam apenas em último caso, os serviços criados ainda têm problemas. O acesso é precário em dez Estados, entre eles São Paulo, onde a qualidade do atendimento é considerada regular ou baixa pelo Ministério da Saúde. Para a procuradora da República Adriana da Silva Fernandes, uma das autoras da ação, a reforma psiquiátrica em São Paulo "não saiu do papel". "A lei prevê um novo tratamento da saúde mental. Os centros ambulatoriais são insuficientes para atender à população. Quem sai dos hospitais não tem onde se tratar", diz. 

A lei, de 2001, referendou uma discussão iniciada nos anos 1970. Grupos antimanicômio passaram a defender tratamentos alternativos à hospitalização, e milhares de leitos psiquiátricos foram cortados pelo governo na década de 90. Hoje, o ministério diz que a internação só deve ocorrer quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem "insuficientes" .

"A expansão é desejável, mas a decisão tem de ser acompanhada de um planejamento bem feito. Não adianta abrir hospitais se não houver capacitação para trabalhar. Há uma escassez de gente qualificada" , diz Sérgio Tamai, chefe do departamento de saúde mental da Santa Casa e da Sociedade Brasileira de Psiquiatria. 

A decisão, da qual ainda cabe recurso, determina ainda que o Estado de São Paulo vistorie os ambulatórios psiquiátricos no prazo de 15 dias. 

A Secretaria de Negócios Jurídicos da prefeitura disse não ter sido notificada da decisão e que, quando for, "adotará as providências cabíveis". 

Em abril, a prefeitura havia informado que entregaria neste ano cinco ambulatórios de atendimento 24 horas. 


08 junho, 2009

Mulher tenta matar os dois filhos e se suicidar

www.jornaldacidade.net

28/05/2009 07:00:00

Mulher tenta matar os dois filhos e se suicidar

Uma odontóloga com 38 anos, em tratamento psiquiátrico por conta de Depressão Pós-Parto (DPP), foi presa no final da tarde de anteontem, depois de tentar o suicídio e matar, por afogamento na praia de Atalaia, os filhos com 3 anos e dez meses de vida. O fato aconteceu por volta das 16h30, e só não se consumou graça a ação de dois adolescentes que estranharam a ação da mulher, que entrava no mar com os filhos nos braços. As crianças foram encaminhadas até o Posto do Corpo de Bombeiros, onde receberam os primeiros cuidados. Enquanto a mulher foi levada até o Centro de Apoio a Grupos Vulneráveis (CAGV) onde foi autuada em flagrante. Na manhã de ontem, a defesa da acusada impetrou pedido de liberdade provisória junto à 1ª Vara Criminal de Aracaju, mas até o fechamento desta edição não se tinha informações sobre a concessão ou não do pedido.

Os adolescentes contaram à polícia que, caminhavam pelo calçadão quando observaram uma mulher entrando na praia e rumando para a parte mais profunda com duas crianças nos braços. O ocorrido chamou a atenção dos adolescentes, que ficaram observando a desconhecida para descobrir o que ela pretendia fazer. Em dado momento, a mulher foi derrubada por uma onda e eles resolveram entrar na água para fazer o salvamento. De acordo com o relato dos adolescentes, o menino de 3 anos chorava muito, enquanto o bebê de 10 meses estava arroxeado. Eles lembraram que ao pegar as crianças a mulher gritava “Eu quero matar. Vocês não podem fazer isso por meus filhos”.

Com a ajuda de um homem que passava de moto pelo local, as crianças foram levadas até o posto dos Bombeiros onde receberam os primeiros socorros. Em seu depoimento, a odontóloga disse que está em tratamento psiquiátrico em decorrência da depressão pós-parto, mas não vinha tomando regularmente a medicação prescrita pelo médico. De acordo com o relato da mulher, na tarde da última terça-feira estava em casa e como à psiquiatra queria conhecer os dois filhos, por isso resolveu levá-los para a consulta que estava agendada. Ela alegou que, enquanto trafegava de carro, passou a analisar a vida das crianças e achou que elas não eram felizes, decidindo assim matá-las e depois praticar o suicídio.

No depoimento prestado a polícia, a mulher lembrou que enquanto entrava na água, o menino de 3 anos pediu para ela voltar. Indo de encontro ao relato dos adolescentes que retiraram as crianças da água, a odontóloga disse que foi nesse momento que teve consciência do que estava fazendo e resolveu pedir socorro aos surfistas. A odontóloga foi autuada em flagrante por tentativa de homicídio pela delegada especial de Proteção a Criança e Adolescente Vítima, Georlize Teles.

URL: http://www.jornaldacidade.net/noticia.php?id=33845